As linhas neogóticas de um antigo prédio, onde ficava o arquivo histórico da cidade de Colônia, na Alemanha, deram vida ao luxuoso hotel The Qvest. Localizado em uma praça, próximo à Basílica de St. Gereon.
A arquiteto do lugar combina o estilo arquitetônico do século XIX com uma bela coleção de mobiliário, fotografia e arte contemporânea.
A curadoria do acervo foi dirigida pelo proprietário Michael Kaune, que também conduz a revista Qvest, um tema bem interessante uma vez que suas edições são dedicadas ao design e à cultura.
Sua paixão pelos temas que ele expressa no papel pode ser vista nos despojados ambientes do The Qvest, decorados, em grande parte, com a coleção pessoal de Kaune, que já visitou mais de 600 hotéis ao longo de sua carreira como diretor criativo, também proprietário de uma galeria de fotografia e editor-chefe da revista.
“Ofereceram-me esse edifício no bairro onde eu cresci e o resultado foi um hotel para se sentir em casa e ao mesmo tempo, funciona como um showroom moderno na cidade”, conta ele orgulhoso de seu feito.
Com uma decoração tão diferenciada é normal que os desejos consumistas aflorem nos seus hóspedes. Além de oferecer uma hospedagem confortável, é possível adquirir itens para a sua casa, pois o lugar oferece uma boa coleção de móveis e objetos em uma loja que também funciona no prédio do hotel.
Tombado pelo patrimônio histórico apenas nas fachadas, a construção foi restaurada, cada uma das 34 suítes ganhou um novo layout e uma decoração mais contemporânea.
Algumas suítes possuem abóbadas e um pé-direito de até seis metros de altura. A Salon Suite tem ainda um teto de madeira espetacular, com uma pintura medieval, datada de 1390.
Em cada quarto há também uma pequena biblioteca de arte, design, moda e literatura no lugar de aparelhos de TV.
Na decoração, é possível encontrar ícones de design, como Charles e Ray Eames, Arne Jacobsen, Le Corbusier e Mies van der Rohe.
Os banheiros foram revestidos com cerâmicas esmaltadas brancas, que remetem ao metrô de Londres, e cada um deles ganhou acessórios elegantes, como a luminária de piso Grasshopper, de Greta Grossman.
Apesar da arquitetura exuberante e palaciana da construção, os detalhes da ambientação foram pensados em estilo diferente para que os hóspedes pudessem adquirir o mobiliário para sua casa, a fim de trabalhar bem o lado comercial e empreendedor de Kaume.
A predominância da frieza do preto e branco na decoração interna do prédio remete ao vintage dos anos 20 que tiveram seu auge em elementos art decô.
Um dos pontos fortes da decoração interna do hotel.
As cores são neutras apenas pontuando as cores ao longo do projeto.
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FOTOS RALPH BAIKER


































