A antiga casa que foi durante muitos anos a residência do Marechal Ângelo Mendes de Moraes conhecido por todo ser o último prefeito do então Distrito Federal da Cidade do Rio de Janeiro durante os anos de 1947 até 1951.
- Ângelo nasceu no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, no dia 17 de dezembro de 1894, sendo filho de Antônio Mendes de Morais e de Eugênia de Queirós Morais. Ingressou na Escola Militar do Realengo em maio de 1913 e declarado aspirante-a-oficial da arma de artilharia em abril de 1918.
- Promovido a capitão em novembro de 1922, combateu, no Amazonas, a Revolta de 5 de Julho de 1924. Em fevereiro de 1928 foi promovido a major e em junho do ano seguinte foi transferido da artilharia para a arma da aviação do Exército, tornando-se chefe de gabinete da 1ª Divisão da Diretoria de Aviação do Exército e membro da comissão encarregada da instalação do 2º Regimento de Aviação.
- Promovido a coronel em setembro de 1938, em dezembro foi designado para estagiar na Itália e na Alemanha a convite dos governos daqueles países. Com a criação do quadro do Ministério da Aeronáutica em janeiro de 1941, optou pela permanência no Exército, passando a servir no Ministério da Guerra.
- Promovido a general-de-divisão em agosto de 1946, em junho do ano seguinte foi nomeado prefeito do Distrito Federal pelo general Eurico Gaspar Dutra, empossado em janeiro de 1946 na presidência da República. Deixou a prefeitura em março de 1951, já no governo de Getúlio Vargas. Reintegrando-se às funções militares, foi promovido a general-de-exército em agosto de 1952. No mês seguinte assumiu a chefia do Departamento Geral de Administração do Exército, cargo que exerceu até abril de 1953.
- Também em agosto de 1954, Mendes de Morais participou das articulações militares que visavam a obter uma solução para a crise política do governo de Getúlio Vargas. Nos diversos encontros que se sucederam, ficou decidido que Vargas deveria ser afastado do poder com um pedido de licença ou renunciando em favor do vice-presidente João Café Filho.
A casa é tombada pelo patrimônio Cultural do Rio de Janeiro desde pelo decreto 26.850 de 4/8/2006 e está sendo restaurada pela equipe convidada pelo Arquiteto Thoni Litsz e promete devolver a cidade um bem tombado restaurado e repaginado para atender a nova direção da casa que promete reformar o antigo casarão, que leva o nome de Solar das Laranjeiras denominada em 1949 pelo então Marechal Ângelo Mendes de Moraes, seu ultimo proprietário.
A casa começou sua construção pelo Marechal Firmino Pires Ferreira que em suas terras fez uma casa para sua filha mais velha, porém seu marido faleceu e a casa foi vendida para José Coelho que viveu na casa até sua morte. A viúva de José Coelho D. Elvira Rolim Coelho vendeu a casa para o Dr Clyto Lemos de Azevedo que comprou a casa para fazer seu consultório particular e moradia no mesmo edifício, mas Clyto morou na casa 5 anos e vendeu para o Dr João França, um médico pernambucano que ficou na casa até ser transferido para a cidade de Juiz de Fora com sua família e vendeu para Mendes de Moraes que ficou na casa até sua morte.
A Arquitetura da casa sofreu ao longo dos anos transformações por todos os que aqui passaram, mas suas maiores transformações foram feitas quando Mendes de Moraes foi o proprietário, ele acresceu a casa quando adquiriu o terreno ao lado e aumentou a casa, modificando um pouco a estrutura original da casa.
Mas sua ultima alteração foi a que foi tombada e por servir de moradia para o antigo Prefeito Mendes de Moraes que viveu na casa até seu falecimento.
Agora a casa será a sede de uma instituição de arte e arquitetura que promete dar a cidade um reforço na área artística e arquitetônica.
Fotos Selmy Yassuda












