Nos séculos XVI e XVII, a área onde atualmente se localiza a Quinta, integrava uma fazenda dos Jesuítas nos arredores da cidade do Rio de Janeiro. Com a expulsão da Ordem em 1759, a propriedade foi desmembrada, tendo passado à posse de particulares.
Vista da Quinta com o Paço de São Cristóvão cerca de 1820, antes da reforma neoclássica. O edifício tinha um único torreão. O portão em frente ao paço encontra-se atualmente na entrada do Jardim Zoológico da Quinta.
Quando da chegada da Família Real ao Brasil em 1808, a Quinta pertencia ao comerciante português Elias Antônio Lopes, que havia feito erguer, por volta de 1803, um casarão sobre uma colina, da qual se tinha uma boa vista da baía de Guanabara – o que deu origem ao atual nome da Quinta.
Atualmente, a Quinta da Boa Vista funciona como um parque, abrigando o Jardim Zoológico da Cidade, o Museu da Fauna e, no antigo paço, o Museu Nacional da Quinta da Boa Vista, administrado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro.
O prédio do palácio, em péssimo estado de conservação durante décadas, está sendo restaurado neste momento e já recuperou as cores e ornamentos originais da grande fachada. Obras no telhado, em algumas salas e nas fachadas laterais também se encontram em fase de execução neste momento.
Porém, nos jardins , algumas das características dadas por Glaziou vem sendo gradualmente perdidas, com o plantio continuo de árvores de diversas espécies sobre os gramados da quinta, pela Prefeitura Cidade do Rio de Janeiro, sem quaisquer estudos históricos ou paisagísticos para sua implantação, descaracterizando o parque.
Além de alguns monumentos depredados, como o monumento em homenagem ao centenário natalício de D. Pedro II, em frente ao paço, cujas inscrições encontram-se muito deterioradas.













