O primeiro morador, em uma casa que já foi demolida, foi nada mais, nada menos do que o senhor Luis Alves de Lima e Silva, o futuro Duque de Caxias, na ocasião “apenas” um Conde. Em seu lugar, em 1862, o Sr. João José Ribeiro da Silva construiu o Palácio do Ribeirinho, que foi vendido ao Comendador João Martins Cornélio dos Santos em 1868, para ser sua residência.

FOTOGRAFIA– MARC FERREZ – Phot. Da Marinha Imperial – Rua de São José, 96 – Rio de Janeiro – Vistas da Residência do Comendador Cornélio Martins dos Santos – Rua do catete, nº 2 – Tamanho Extra – Circa de 1870.
Raros e artísticos aspectos externos da fachada e dos jardins de uma das mais ricas residências da elite carioca no século XIX. Neste endereço desde os tempos coloniais morou a abastada família do comerciante Amaro Velho da Silva. Nas terras desta propriedade foi aberta a rua de Santo Amaro, padroeiro da Capela desta poderosa família. Por herança e casamento este imponente solar foi do Mordomo do Paço, o Conselheiro José Maria Velho da Silva, cuja viúva Leonarda, por volta de 1870, época das fotografias, a vendeu para o Comendador Cornélio dos Santos, rico negociante, e traficante de escravos. Casado na poderosa e influente família fluminense dos Beves, também comerciantes de escravos. Posteriormente viúvo e sem filhos, o Comendador Cornélio legou a propriedade para Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro, para nela ser instalada o Asilo São Conélio. Hoje porém é sede da Faculdade de Medicina Sousa Marques
Em 1894, um de seus filhos doou o imóvel para a Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro, que ali instalou o Asilo São Cornélio, inicialmente abrigo para meninas órfãs descendentes de soldados mortos na Guerra do Paraguai e mais tarde um internato para moças. Do inicio da década de 70 até 2005 foi a vez da Faculdade de Medicina Souza Marques ocupar o Palacete.
O palacete pertenceu ao comendador João Martins Cornélio, que doou o imóvel à Santa Casa, em 1894. A irmandade instalou no local um asilo em 1900.
O prédio chegou a ser usado também pela Faculdade de Medicina Souza Marques, que deixou o local nos anos 2000.
Marconi conta que há empreendedores interessados em arcar com os custos da execução de um projeto, idealizado por um escritório de arquitetura e aprovado pela Ama Glória.
Construído em 1862, o Palacete São Cornélio, localizado ao lado do Palácio São Joaquim, na Glória, foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), em 1938, justamente por sua beleza.
É um belo exemplar da arquitetura neoclássica — com porão alto e fachada voltada para a via pública —, que se deteriora dia a dia, e cujo destino está nas mãos da Justiça.
Doado pelo proprietário, o comendador João Cornélio, à Santa Casa de Misericórdia.
Hoje a construção está totalmente depredada, sem nenhuma manutenção o que ocasionou desmoronamentos dos tetos que tinham pinturas e obras de arte inestimáveis corre o risco de perder todo o acervo por falta de cuidado e falta de verba para os bens tombados da Cidade do Rio de Janeiro.
Hoje a construção que foi palco da aristocracia brasileira está interditado devido a sua falta de conservação.




















