Apesar do novo endereço, na Marina da Glória, o charme de um evento mais “pocket” e impregnado do sotaque carioca continua o mesmo
Foi uma semana de grande agito na cena cultural carioca, com exposições inauguradas por todos os cantos, artistas com ateliês abertos e colecionadores percorrendo o circuito “off”, que incluiu uma programação intensa por toda a cidade. Esse é o balanço da 7ª edição da ArtRio que, apesar de mais compacta esse ano, com 70 galerias espalhadas pelo galpão da Marina da Glória – a maioria brasileira e sul-americana –, incluindo ainda a tenda montada para a IDA (Feira de Design do Rio), agradou com o novo formato.

A Novo Ambiente, em parceria com o designer gaúcho Guilherme Wentz, apresentou a linha composta por quatro vasos solitários de prata, em versões de mesa e parede. Os tubos metálicos foram trabalhados como materiais orgânicos – inspirados em caules de plantas e varas de bambu. Pura delicadeza. (Divulgação/ArtRio)
A localização privilegiada contribuiu para que o público se animasse a conferir o evento, que montou um panorama bacana da arte e design brasileiros . Para Mari Stockler, artista e coordenadora da Galeria Carpintaria, no Jockey, o tamanho menor não significou, especialmente, uma queda de qualidade. Ao contrário: “Menos é mais”, garante. Já a artista plástica Beatriz Milhazes, em recente entrevista, deu um parecer similar: “A ArtRio pode, agora, se firmar como algo mais local, atraindo um público que venha conhecer um trabalho genuinamente brasileiro e latino-americano. Acho sob medida para a cena artística carioca”.

A Mameluca de Alessandra Clark e Nuno Sousa lançou a coleção SY que, em tupi, significa semente e traz o verde, a natureza, como inspiração. (Divulgação/ArtRio)
Reforçando o conceito de design-arte, a IDA traz lançamentos do Studio Zanini (Linha Tubos) e os “Eletricães” de Maneco Quinderé , além da nova e lúdica coleção do estúdio Mameluca, de Alessandra Clark e Nuno Sousa. Para Brenda Valansi, sócia e organizadora do evento, o foco nessa edição foi a ligação dos produtos com as raízes brasileiras. “Procuramos unir a reconhecida criatividade de nossos profissionais com a utilização de novos materiais e a valorização deconceitos de sustentabilidade. O essencial é incentivar que as as peças de design art façam parte do cotidiano da casa”, avalia ela.

A ArtRio representou uma boa oportunidade de ver uma tela de Renoir ao vivo e a cores, bem de perto, na Pinakotheke. Tela de Renoir. (Divulgação/ArtRio)

Ali, o “Balanço-berço”, gigante, redondo, forrado de grama sintética, atraiu olhares e fez sucesso entre os visitantes. (Divulgação/ArtRio)

O estande-loja do coletivo OITIS 55 reuniu o trabalho de vários artistas, como o atelier Wabi Sabi, a descolada coleção da Pinote (com prateleiras componíveis), as estampas de Bebel Franco aplicadas aos futons da Biofuton. Tudo à venda. (Divulgação/ArtRio)
Por Simone Raitzik








