A retomada do uso de antiguidades na decoração, estatuetas de porcelana, prataria, móveis antigos estão cada vez mais sendo objeto de desejo de Arquitetos e Decoradores antenados.
“O antigo e o novo convivem muito bem desde que seja uma composição com personalidade, arte e identidade”, é o que defende o Arquiteto Thoni Litsz que se destacou assinando o quarto do Barão na Mostra Casa Real e assinando a decoração e adaptação da Fazenda São Luiz da Boa Sorte para o Spa Casa Real.
A mostra Casa Real foi à primeira no Rio de Janeiro voltada para o público de Antiquários que mostrou seu acervo nos projetos ambientados pelos arquitetos que ambientaram uma fazenda de meados do século XIX inserindo personalidade e recriando os ambientes de época.
O objetivo da mostra foi muito interessante, os arquitetos investiram tempo e conhecimento para assinar os ambientes da Fazenda São Luiz da Boa Sorte, pois foi a pioneira a abranger o tema antiguidades na decoração. Seguindo a mesma linguagem a mostra “Modernos e Eternos” que começou na grande São Paulo, com o objetivo de convidar arquitetos a assinar ambientes usando antiguidades e peças de design, a mostra cresceu tanto que este ano ela ganha espaço na capital mineira de Belo Horizonte.
Um bom exemplo de obras de arte em porcelana são as lindas estatuetas dos irmãos Lladró, esta é uma empresa espanhola com sede em Tavernes Blanques, em Valência focada na produção de esculturas de porcelana de alta qualidade, o brilho desta marca por conta de seu verniz é conhecido e adorado no mundo todo.
Foi fundada por três irmãos: Juan, José e Vicente Lladró em 1953 iniciando a produção de vasos e apenas em 1956 começaram a produção de esculturas manufaturadas.
Outro bom exemplo foi a Sèvres que é um estabelecimento público de manufatura de cerâmica, cuja tradição remonta ao século XVIII localizado em Île-de-France, no departamento Altos do Sena, nos subúrbios de Paris muito famosa por pertencer a família real Francesa de Louis XV estendendo ao seu sucessor Louis XVI.

Ânfora Sevrès com ornamentos em bronze ormolu em arabescos com pintura assinada Fragonard representando Louis XVI e Maria Antunieta com um observador, típica do final do século XVIII.
A região é conhecida por suas porcelanas – “porcelana de Sèvres“.
E também a Limoges que em 1771 a argila de caulino, indispensável para a produção de porcelana foi descoberta em Saint-Yrieix-la-Perche, localidade perto de Limoges.
Impulsionado pelo economista Turgot ocorreu o desenvolvimento da indústria cerâmica, e a porcelana de Limoges tornou-se famosa durante o século XIX.
A Meissen internacionalmente conhecida pela qualidade da sua porcelana, localiza-se em uma cidade de aproximadamente 35000 habitantes perto de Dresden, às margens do rio Elba, no estado de Saxônia na parte do sul de Alemanha oriental.
A Manufatura de Porcelanas Meissen completaram em 2010 300 anos de existência.
Outra alemã que destaco como peças muito interessantes e atemporais é a Rosenthal em especial na obra de Kunstabteilung Selb com a obra “as 3 Graças” datada de 1912 e considero até hoje uma peça que cabe e dá leveza a qualquer ambiente.
Como outras peças da Rosenthal.
No Rio de Janeiro também tivemos a Viera de Castro Rio que também se destacou pela qualidade de sua porcelana já na segunda metade do século XX.
Mas saber um pouco mais da história e saber um pouco mais da famosa porcelana nos inspira a criar cada vez mais espaços que equilibrem bem o passado e o futuro sem deixar o ambiente pesado.
Conheça um pouco mais sobre a antiguidade e veja que é possível ter bom gosto e compor todos os tipos de ambientes, sem exagerar e deixar o ambiente pesado.























