Com “Meia Noite em Paris”, Allen demonstra-se ousado através de um projeto que já parecia idealizado antes mesmo de ser produzido. A impressão é de que Paris e Allen aguardavam a possibilidade desse encontro há tempos e dele nasce uma química natural, descontraída e, acima de tudo, fantástica.
O Cineasta descobre Paris, retorna aos anos 20 e com uma história cheia de magia e arte faz seu melhor filme em anos.
O Protagonista Gil (Owen Wilson) vive um roteirista norte-americano bem-sucedido, mas frustrado devido ao fato de querer ser um escritor também. Após conhecer a capital francesa Paris Gil resolve se mudar para lá.
A noiva Inez (Rachel McAdams) discorda totalmente da idéia de Gil. Ela odeia a simples idéia de deixar os Estados Unidos.
Paris exerce um tamanho fascínio sobre Gil (especialmente se estiver chuvosa) o levando em uma viagem no tempo até os anos 20, onde encontra a si mesmo e, especialmente, os mais consagrados artistas do último século, das mais diversas áreas.
Paris parecia estar pronta para receber o que Allen tinha para contar, e toda essa magia atemporal não poderia ser possível em nenhuma outra capital mundial, tanto do ponto de vista técnico quanto narrativo.
A preservação das antiguidades, além da própria história da metrópole (palco de diversas manifestações e movimentos artísticos) a credenciam para contar tal trama eterna.
Valorizando os tempos passados, o roteiro reflete também sobre a atualidade e a mania que temos de exaltar o passado e desqualificar o presente, notado nos personagens Adriana que se apaixona pela idéia de retratar o antigo como ideal do escritor Gil, que percebe estar equivocado ao estar de casamento marcado com uma noiva que não tem nem de longe as mesmas afinidades que ele.
Adriana e Gil são levados para a Belle Epoque de Paris, que era considerado por Adriana a época do ouro, dando ainda mais ênfase ao que era antigo para ela, é quando Gil percebe que o antigo só é mais glamoroso porque ele não viveu e imaginou. E com isto para ele o futuro passa a ser mais promissor e mais interessante. Passando rapidamente no século XIX, possível num piscar de olhos.
Foto arquivo pessoal do Arquiteto Thoni Litsz















