Construída entre 1908 e 1910, a Villa tinha dez casas geminadas de alto padrão. Uma arquitetura típica do já finado século XIX, com estilo eclético e linhas finas, elegantes. Eram casas para a burguesia da época. Uma delas ruiu há muitos anos e não foi possível encontrar nenhum vestígio da construção.
Das outras nove, sabemos até os nomes, todos indígenas, como os primeiros habitantes do Morro da Glória, os índios tupinambás: Guarany, Tamoyo, Tupy, Juruna, Kiriri, Carijó, Moema, Goytacaz e Iracema. Durante anos, as casas ficaram abandonadas. E a Villa Iracema acabou também ruindo.
Em 2010, a Landmark Properties adquiriu as edificações históricas e começou a restaurá-las para abrigar ali espaços corporativos. O projeto ficou a cargo da Retrofit da Raf Arquitetura, que além de restaurar as casas que ainda estavam de pé, construiu no lugar da primeira edificação, uma casa contemporânea.
Sorte dos cariocas que, com a Casa Cor, terão a oportunidade de conhecer por dentro a Villa e um pouquinho de suas lendas.
Diz uma delas, que teria sido ali, na alameda de mesmo nome, que morava a Baronesa de Sorocaba, irmã da mais famosa amante do imperador Dom Pedro I, a Marquesa de Santos. Dom Pedro I, dizem, saía para “rezar” e usava um caminho de pedras entre o Outeiro da Glória e a rua onde está a Villa para visitar a baronesa de Sorocaba sem levantar suspeitas. Parte do tal caminho de pedras foi encontrado durante a reforma da Villa.
***
Em sua nova vida, a Villa Aymoré cresceu. Além das casas geminadas, foi incorporado ao projeto o prédio do antigo Hotel Turístico, localizado na entrada da rua de acesso à Villa, e construído um novo prédio, o Edifício Baronesa, que ganhou o contorno da montanha e cobogós numa arquitetura contemporânea pensada para abraçar o estilo eclético das casas. Uma área total construída de nove mil metros quadrados.
Fonte: A Cor da Casa















